segunda-feira, 22 de setembro de 2014

obras e vida de Castro Alves

           Castro Alves...(1847-1871)

  Ele morreu aos seus 24 anos. Nesse período da sua vida ele foi o ultimo poeta da terceira geração romântica no Brasil. Nas suas poesias ele expressa as suas indignações aos graves problemas sociais de seu tempo.
  Denunciou a crueldade da escravidão e clamou pela liberdade, dando ao romantismo um sentido social e revolucionário que o aproxima do realismo.
  Suas poesias amorosas descreve a beleza e a sedução do corpo da mulher.
   vida:  Castro Alves nasceu na fazenda de Cabaceiras, no estado de Bahia, hoje cidade Castro Alves.
   No ano de 1853, vai com sua família morar em Salvador. Estudou no colégio Abélio César  Borges. Com 12 anos (1859) perdeu sua mãe.
   Em 1862 seu pai casa com Maria Rosário Guimarães e nesse mesmo ano foi morar no Recife, onde ele recebeu influencias do lider estudantil Tobias Barreto.
   Castro Alves publica em 1863, seu primeiro poema contra a escravidão "A primavera".
  Castro Alves inicia em 1866, um intenso caso de amor com Eugênia Câmara, dez anos mais velha que ele, e em 1867 partem para a Bahia, onde ela iria representar um drama em prosa, escrito por ele "O Gonzaga ou a Revolução de  Minas". Em seguida Castro Alves parte para o Rio de Janeiro onde conhece Machado de Assis, que o ajuda a ingressar nos meios literários. Vai para São Paulo e ingressa no terceiro ano da Faculdade de Direito do Largo do São Francisco.
  Em 1868 rompe com Eugênia. De férias, numa caçada nos bosques da Lapa fere o pé esquerdo, com um tiro de espingarda, resultando na amputação do pé.  Em 1870 volta para Salvador onde publica "Espumas Flutuantes".
Antônio Frederico de Castro Alves, morre em Salvador no dia 6 de julho de 1871, vitimado pela tuberculose.

Poesias de Castro Alves

A Canção do Africano
A Cachoeira de Paulo Afonso
Adormecida
Amar e Ser Amado
Amemos! Dama Negra
As Duas Flores
Espumas Flutuantes
Hinos do Equador
Minhas Saudades
O "Adeus" de Teresa
O Coração
O Laço de Fita
O Navio Negreiro
Ode ao Dois de Julho
Os Anjos da Meia Noite
Vozes da África

Postada pela aluna: Alexandra Carolina Ziehlsdorff 

PEDRO CALASANS

PEDRO CALASANS


Era filho de tenente Coronel João José de Bittencourt Calasans , iniciou seus estudos no liceu se são Cristovão completando-os no recife . Nascimento 29 de janeiro de 1837 em Santa Luzia .
   

Poesia

  • 1853 - Adeus!
  • 1855 - Páginas Soltas
  • 1858 - Últimas Páginas
  • 1864 - Ofenísia
  • 1864 - Wiesbade
  • 1867 - A Morte de Uma Virgem
  • 1867 - A Rosa e o Sol
  • 1867 - Qual Delas?
  • 1870 - Brazilina
  • 1875 - Camerino: episódio da guerra do Paraguai
  • 1881 - As Flores de Laranjeira
  • 1900 - Waterloo
  • 1906 - A Cascata de Paulafonso

Crítica

  • 1859 - Traços Ligeiros Sobre o Casamento Civil
  • 1861 - A Demagogia Entre Nós

Teatro

  • 1864 - Uma Cena de Nossos Dias (drama em 4 atos)

Tradução

  • 1867 - A Campa e a Rosa (de Victor Hugo )

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

artigo de opinião

     Artigo De Opinião..

Os artigos de opinião, são texto jornalístico que caracteriza-se por expor claramente a opinião do seu autor. Também chamado de matéria assinada ou coluna (quando substitui uma seção fixa do jornal).
Nos gêneros argumentativos, o autor geralmente tem a intenção de convencer seus interlocutores e, para isso, precisa apresentar bons argumentos, que consistem em verdades e opiniões.

As CARACTERÍSTICAS do artigo de opinião são:
  • Contém um título polêmico ou provocador.
  • Expõe uma idéia ou ponto de vista sobre determinado assunto.
  • Apresenta três partes: exposição, interpretação e opinião.
  • Utiliza verbos predominantemente no presente.
  • Utiliza linguagem objetiva (3ª pessoa) ou subjetiva (1ª pessoa).


PROCEDIMENTOS ARGUMENTATIVOS DE UM ARTIGO DE OPINIÃO:

  • Relações de causa e consequência.
  • Comparações entre épocas e lugares.
  • Retrocesso por meio da narração de um fato.
  • Antecipação de uma possível crítica do leitor, construindo antecipadamente os contra-argumentos.
  • Estabelecimento de interlocução com o leitor.
  • Produção de afirmações radicais, de efeito.                                                                     
    Exemplo: BALEIAS NÃO ME EMOCIONAM,  DE LYA LUFT.
               Hoje quero falar de gente e bichos. De notícias que frequentemente aparecem sobre baleias encalhadas e pinguins perdidos em alguma praia. Não sei se me aborrece ou me inquieta ver tantas pessoas acorrendo, torcendo, chorando, porque uma baleia morre encalhada. Mas certamente não me emociona. Sei que não vão me achar muito simpática, mas eu não sou sempre simpática. Aliás, se não gosto de grosseria nem de vulgaridade, também desconfio dos eternos bonzinhos, dos politicamente corretos, dos sempre sorridentes ou gentis. Prefiro o olho no olho, a clareza e a sinceridade – desde que não machuque só pelo prazer de magoar ou por ressentimento. Não gosto de ver bicho sofrendo: sempre curti animais, fui criada com eles. Na casa onde nasci e cresci, tive até uma coruja, chamada, sabe Deus por quê, Sebastião. Era branca, enorme, com aqueles olhos que reviravam. Fugiu da gaiola especialmente construída para ela, quase do tamanho de um pequeno quarto, e por muitos dias eu a procurei no topo das árvores, doída de saudade. Na ilha improvável que havia no mínimo lago do jardim que se estendia atrás da casa, viveu a certa altura da minha infância um casal de veadinhos, dos quais um também fugiu. O outro morreu pouco depois. Segundo o jardineiro, morreu de saudade do fujão – minha primeira visão infantil de um amor romeu-e-julieta. Tive uma gata chamada Adelaide, nome da personagem sofredora de uma novela de rádio que fazia suspirar minha avó, e que meu irmão pequeno matou (a gata), nunca entendi como – uma das primeiras tragédias de que tive conhecimento. De modo que animais fazem parte de minha história, com muitas aventuras, divertimento e alguma tristeza. Mas voltemos às baleias encalhadas: pessoas torcem as mãos, chegam máquinas variadas para içar os bichos, aplicam-se lençóis molhados, abrem-se manchetes em jornais e as televisões mostram tudo em horário nobre. O público, presente ou em casa, acompanha como se fosse alguém da família e, quando o fim chega, é lamentado quase com pêsames e oração. Confesso que não consigo me comover da mesma forma: pouca sensibilidade, uma alma de gelos nórdicos, quem sabe? Mesmo os que não me apreciam, não creiam nisso. Não é que eu ache que sofrimento de animal não valha a pena, a solidariedade, o dinheiro. Mas eu preferia que tudo isso fosse gasto com eles depois de não haver mais crianças enfiando a cara no vidro de meu carro para pedir trocados, adultos famintos dormindo em bancos de praça, famílias morando embaixo de pontes ou adolescentes morrendo drogados nas calçadas. Tenho certeza de que um mendigo morto na beira da praia causaria menos comoção do que uma baleia. Nenhum Greenpeace defensor de seres humanos se moveria. Nenhuma manchete seria estampada. Uma ambulância talvez levasse horas para chegar, o corpo coberto por um jornal, quem sabe uma vela acesa. Curiosidade, rostos virados, um sentimentozinho de culpa, possivelmente irritação: cadê as autoridades, ninguém toma providência? Diante de um morto humano, ou de um candidato a morto na calçada, a gente se protege com uma armadura. De modo que (perdão) vejo sem entusiasmo as campanhas em favor dos animais – pelo menos enquanto se deletarem tão facilmente homens e mulheres.
    (Revista Veja, abril de 2005.)


    referencias:
  • http://pessoal.educacional.com.br/up/4380001/881679/t1323.asp
  • http://www.brasilescola.com/redacao/artigo-opiniao.htm

segunda-feira, 19 de maio de 2014

O livro

O Tempo .

 


"O tempo passa depressa
Ficam as lembranças de tempos distantes
E o que a minha poesia ainda expressa
É que eu te amo hoje, ainda mais que antes.
Mas se um dia eu não puder mais me lembrar
Eu vou pensar no brilho do teu olhar
Naquela noite em que eu ouvi você sussurrar
No meu ouvido que sempre iria me amar."
[Mariana Siqueira]




Por : Alicia
 
 

segunda-feira, 17 de março de 2014

Romantismo


 Apesar de ser , do ponto de vista ideológico , uma arte revolucionaria , o arcadismo era , do ponto de vista estético , uma arte conservadora , pois se limitava fundamentalmente a eliminar os exageros do Barroco e a retomar os modelos do classicismo do seculo XVI . Criar uma linguagem verdadeiramente nova , identificada com os padrões mais simples de vida do novo publico consumidor , a burguesia , foi tarefa que coube ao romantismo . Simultaneamente ao final das últimas produções do movimento árcade, ocorreu a vinda da Família R acontecimento, no ano de 1808, significou, o início do processo de Independência da Colônia. O período compreendido entre 1808 e 1836 é considerado de transição na literatura brasileira devido à transferência do poder de Portugal para as terras brasileiras que trouxe consigo, além da corte e da realeza, as novidades e modelos literários do Velho Continente nos moldes franceses e ingleses. Houve também a mudança de foco artístico e cultural, da Bahia para o Rio de Janeiro, capital da colônia desde o ano de 1763.

O que explica o desenvolvimento literário incipiente, se comparado com o mesmo período na metrópole
eal portuguesa para o Brasil. Esse. Os autores vistos até então eram produto da educação europeia e/ou religiosa que receberam. Com a vinda da Família Real, os livros puderam ser impressos no território, em função da Imprensa Régia, derrubando a medida que proibia sua impressão e difusão sem a autorização prévia de Portugal, dando início não apenas ao desenvolvimento da literatura mas, também, a um sentimento de nacionalidade no território, uma das principais características do período romântico brasileiro.  
FONTE : http://www.soliteratura.com.br/romantismo
         

                             Romantismo em Portugal 


O romantismo em Portugal teve dois momentos significativos em sua evolução . O primeiro deles representa o esforço de se firmar como movimento literário apoiado na cultura popular no nacionalismo , na busca das origens medievais do pais enquanto o segundo corresponde a um momento de maturidade e de transição o realismo .
O Romantismo em Portugal surgiu no século XIX,Portugal participou de grandes transformações políticas europeias. Nesse período as primeiras manifestações pré-românticas aconteceram, mas o Romantismo só teve início no final dos anos 20.
O introdutor do Romantismo em Portugal é Almeida Garrett, essa nova escola dominará até a década de 60.
Conforme se sucederam as gerações dos autores o Romantismo foi evoluindo, isso se deu em três momentos:
* Primeira geração romântica portuguesa

- Sobrevivência de características neoclássicas;
- Nacionalismo;
- Historicismo, medievalismo.
Principais autores:

- Almeida Garrett

Obras:
Poesia: Camões (1825); Dona Branca (1826); Lírica de João Mínimo (1829); Flores sem fruto (1845); Folhas caídas (1853).
Prosa: Viagens na minha terra (1843-1845); O Arco de Santana (1845-50).
Teatro: Catão (1822); Mérope (1841); Um Auto de Gil Vicente (1842); O alfageme de Santarém (1842); Frei Luís de Sousa (1844); D. Filipa de Vilhena (1846).

- Alexandre Herculano
Obras:
Polêmicas e ensaios: A voz do profeta (1836); Eu e o clero (1850); A ciência arábico-acadêmica (1851); Estudos sobre o casamento civil (1866); Opúsculos (10 volumes, 1873 – 1908).
Historiografia: História de Portugal (1846-1853); História da origem e estabelecimento da Inquisição em Portugal (1854-1859).
Poesia: A harpa do crente (1838).
Prosa de ficção: Eurico, o presbítero (1844); O monge de Cister (1848); Lendas e narrativas (1851); O bobo 1878 publ. póst.).
- Camilo Castelo Branco
Obras: Carlota Ângela (1858); Amor de perdição (1862); Coração, cabeça e estômago (1862); Amor de salvação (1864); A queda dum anjo (1866); A doida do Candal (1867); Novelas do Minho (1875-77); Eusébio Macário (1879); A corja (1880); A brasileira de Prazins (1882).
  fonte:www.brasilescola.com/literatura/o-romantismo-portugal.htm